Hiel Levy

“Eu estou na linha de sucessão do Poder Executivo e, por mandamento constitucional, eu assumiria como governador caso o Wilson (Lima, governador pelo União Brasil) saísse como candidato ao Senado. Porém, não conversamos nada sobre esse assunto. Inclusive, faz algum tempo que eu não converso com ele. Houve um certo distanciamento, alguns meses antes do início do período eleitoral de 2024, mas que não partiu de mim”. A declaração é do vice-governador Tadeu de Souza (Avante), em entrevista ao portal Único, publicada hoje.
Não é a primeira vez que um vice-governador se distancia de Lima. Foi assim também no primeiro mandato, com Carlos Almeida (defensor público que hoje é filiado ao PT). Sinal claro de que, ao contrário da imagem de bom moço que tenta passar, o atual governador não é muito afeito a dividir o poder.
“Eu evito misturar a política partidária com as atividades institucionais da vice-governadoria. Mesmo durante a campanha eleitoral, eu jamais fui hostil a qualquer membro do secretariado do governo e ao próprio governador. Entretanto, desde os embates eleitorais, minha posição na agenda institucional foi praticamente esvaziada. Do ponto de vista prático, o meu partido não faz parte da gestão, não tendo indicação em nenhuma secretaria, embora tenhamos quatro deputados estaduais e um vice-governador”, acrescenta Souza. “Apesar disso, venho honrando meu mandato e continuo fazendo a minha parte, dentro das prerrogativas da função”, completa.
O vice-governador tem falado mais, aparecido mais, se movimentado mais no tabuleiro político. “Tomei a iniciativa, por exemplo, de fazer as primeiras tratativas que viabilizaram a formação do Comitê Técnico-Científico que, depois, reorientou as políticas de enfrentamento da estiagem. Quando fui solicitado, representei o Amazonas em Brasília em pelo menos duas ocasiões, para reforçar a defesa da Zona Franca de Manaus na regulamentação da reforma tributária e para encaminhar propostas à PEC da Segurança, em reuniões de trabalho com governadores de todo o país e o presidente (Luís Inácio) Lula (PT). Eu penso que para ser gestor público é preciso se distanciar de intrigas palacianas e disputas partidárias que, muitas vezes, deixam em segundo plano os interesses da população”, argumenta Souza.
Ele defendeu seu grupo político na entrevista, afastando totalmente boatos de que estaria se distanciando do prefeito reeleito de Manaus, David Almeida, seu correligionário, cuja campanha ele coordenou. “Não há fake news que resista à realidade dos fatos e a verdade é uma só: o nosso grupo conhece bem as necessidades de quem mais precisa e trabalha para melhorar, em especial, essa realidade. Não tivemos de fabricar candidato. Não precisamos contar mentiras na propaganda eleitoral e na internet. Para mim, o fundamental foi ter no David um gestor legitimamente preparado, experiente e que já tem trabalho de verdade para mostrar”, esgrimiu.
Embora o meio político ainda resista em tratar Tadeu de Souza como um possível candidato a governador em 2026, sentado na cadeira após a muito provável renúncia de Wilson Lima para disputar o Senado, o vice-governador fez uma declaração na entrevista ao Único que deixa muito claro a sua posição como um postulante à cadeira de gestor maior do Estado: “Eu considero ter preparo suficiente para ser a ponte entre o presente e o futuro do Amazonas, ainda que isso signifique lidar com um espaço fiscal-orçamentário limitado ou tomar decisões em contextos desafiadores. Faço parte de um grupo político que foi reconhecido por um trabalho de quatro anos, iniciado em plena pandemia, e que ainda não teve a oportunidade de ser testado no Governo do Estado”.
Trocando em miúdos, ele manda um recado a quem (e são muitos) afirma que não teria condições de ser candidato ao Governo mesmo sentado na cadeira de governador, por causa de um possível comprometimento do orçamento operado por Wilson nos três primeiros meses de 2026. Dizia-se o mesmo de José Melo em 2014 e deu no que deu. Em seis meses, ele se viabilizou no cargo e saiu de pouco mais de 1% das intenções de voto para ganhar a eleição em segundo turno contra o favorito Eduardo Braga (MDB).
“Eu evito misturar a política partidária com as atividades institucionais da vice-governadoria. Mesmo durante a campanha eleitoral, eu jamais fui hostil a qualquer membro do secretariado do governo e ao próprio governador. Entretanto, desde os embates eleitorais, minha posição na agenda institucional foi praticamente esvaziada. Do ponto de vista prático, o meu partido não faz parte da gestão, não tendo indicação em nenhuma secretaria, embora tenhamos quatro deputados estaduais e um vice-governador”, acrescenta Souza. “Apesar disso, venho honrando meu mandato e continuo fazendo a minha parte, dentro das prerrogativas da função”, completa.
O vice-governador tem falado mais, aparecido mais, se movimentado mais no tabuleiro político. “Tomei a iniciativa, por exemplo, de fazer as primeiras tratativas que viabilizaram a formação do Comitê Técnico-Científico que, depois, reorientou as políticas de enfrentamento da estiagem. Quando fui solicitado, representei o Amazonas em Brasília em pelo menos duas ocasiões, para reforçar a defesa da Zona Franca de Manaus na regulamentação da reforma tributária e para encaminhar propostas à PEC da Segurança, em reuniões de trabalho com governadores de todo o país e o presidente (Luís Inácio) Lula (PT). Eu penso que para ser gestor público é preciso se distanciar de intrigas palacianas e disputas partidárias que, muitas vezes, deixam em segundo plano os interesses da população”, argumenta Souza.
Ele defendeu seu grupo político na entrevista, afastando totalmente boatos de que estaria se distanciando do prefeito reeleito de Manaus, David Almeida, seu correligionário, cuja campanha ele coordenou. “Não há fake news que resista à realidade dos fatos e a verdade é uma só: o nosso grupo conhece bem as necessidades de quem mais precisa e trabalha para melhorar, em especial, essa realidade. Não tivemos de fabricar candidato. Não precisamos contar mentiras na propaganda eleitoral e na internet. Para mim, o fundamental foi ter no David um gestor legitimamente preparado, experiente e que já tem trabalho de verdade para mostrar”, esgrimiu.
Embora o meio político ainda resista em tratar Tadeu de Souza como um possível candidato a governador em 2026, sentado na cadeira após a muito provável renúncia de Wilson Lima para disputar o Senado, o vice-governador fez uma declaração na entrevista ao Único que deixa muito claro a sua posição como um postulante à cadeira de gestor maior do Estado: “Eu considero ter preparo suficiente para ser a ponte entre o presente e o futuro do Amazonas, ainda que isso signifique lidar com um espaço fiscal-orçamentário limitado ou tomar decisões em contextos desafiadores. Faço parte de um grupo político que foi reconhecido por um trabalho de quatro anos, iniciado em plena pandemia, e que ainda não teve a oportunidade de ser testado no Governo do Estado”.
Trocando em miúdos, ele manda um recado a quem (e são muitos) afirma que não teria condições de ser candidato ao Governo mesmo sentado na cadeira de governador, por causa de um possível comprometimento do orçamento operado por Wilson nos três primeiros meses de 2026. Dizia-se o mesmo de José Melo em 2014 e deu no que deu. Em seis meses, ele se viabilizou no cargo e saiu de pouco mais de 1% das intenções de voto para ganhar a eleição em segundo turno contra o favorito Eduardo Braga (MDB).