Presidente e ex protagonizam uma disputa estratégica pelo Senado em 2026. A eleição será crucial para o futuro político e institucional do Brasil.
05/01/2025
O Senado Federal se tornará o principal campo de disputa política nas eleições de 2026, com Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva traçando estratégias opostas para conquistar influência na Casa. Inelegível, Bolsonaro tem como prioridade construir uma maioria bolsonarista entre as 54 cadeiras que estarão em disputa, visando avançar pautas como a limitação dos poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) e o impeachment de ministros da Corte. Para isso, ele aposta em aliados estratégicos, incluindo familiares como Michelle Bolsonaro e seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos, além de ex-ministros e figuras influentes da direita.
Do outro lado, o presidente Lula prepara uma contraofensiva para impedir o avanço do bolsonarismo.
O plano inclui formar uma ampla aliança que pode envolver apoio a candidatos de centro e centro-direita, mesmo que isso signifique abrir mão do protagonismo tradicional do PT.
Lula já demonstrou essa disposição ao apoiar nomes de fora do partido nas eleições de 2024 e pretende ampliar a estratégia em 2026, especialmente em estados onde o bolsonarismo tem maior força, como Mato Grosso, Sudeste e Sul.
Exemplos dessa abordagem incluem possíveis apoios a nomes como Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, e Geraldo Alckmin, em São Paulo, ambos de partidos fora da base petista.
Essa batalha será determinante para o futuro político do país.
Enquanto Bolsonaro tenta consolidar sua influência e corrigir erros de seu mandato anterior, quando enfrentou resistências do Senado, Lula busca garantir um ambiente mais favorável para governar, priorizando a defesa da democracia e da estabilidade institucional.
PUBLICIDADE
FLUTUANTE DA CEIÇA JÁ ESTÁ FUNCIONANDO
LIGUE : 55 92 99252-7067

Leia mais
Aziz vira líder do PSD no Senado, Braga continua do MDB
A disputa promete acirrar a polarização e pode comprometer o papel histórico do Senado como mediador político e moderador das tensões entre os poderes, fundamental para o equilíbrio federativo do Brasil.
Leia mais na Veja
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado